Hoje é dia nove de setembro
Reflexões sobre tempo, vida e experiências pessoaisHoje é dia nove de setembro. Meu dia, o dia de algumas pessoas espalhadas pelo planeta, e também de certas situações que acontecem por aí. Alguns talvez se encontrem jovens, outros nem tanto. Mas o que mais percebo é que o tempo não é aquilo que pensamos ser. Não somos um ponto fixo no espaço-tempo. Não somos as visões que os outros têm de nós. Somos mais: uma vida, um ciclo maior — aquele que nomeamos com qualquer palavra, menos com o nome que verdadeiramente lhe cabe. Talvez sejamos aquela pessoa que temos medo de ser.
Ainda busco entender o que é a vida na Terra. Mas, nesta altura do tempo — esse tempo que insistimos em definir e compreender — acho, creio, que seria mais simples apenas seguir. Viver sem precisar pensar no que somos, ou se somos. Sem nos prender ao nome que recebemos, à profissão que escolhemos exercer. Tudo isso, talvez, sejam apenas meios para praticarmos uma única coisa: viver.
Vivenciar é, talvez, o verdadeiro propósito de estarmos aqui. Evoluir? Não sei se acredito. Mas experimentar, conhecer coisas e sensações — isso sim. Afinal, não somos nada do que acreditamos ser. Somos tão somente consciências experimentando o mundo, as emoções, os encontros.
Hoje, meu nome aqui é Iares. Obrigado por mais um ano de experiências.
Iares Ibero Sombra
Mestre em Educação, jornalista e escritor. Colaborador da Gazeta do Povo. Analisa a cultura e a liberdade na era digital. iares.com.br