Sinceramente, não sei. Às vezes parece um fluxo constante, outras vezes, uma coleção de momentos desconexos que tentamos juntar em algo que faça sentido. Procurei viver plenamente a minha vida, sem contar os minutos, sem medir cada decisão com a régua da perfeição. E ao longo do caminho, me pergunto: será que todos os espaços foram preenchidos de forma eficaz?
Mas talvez essa seja a questão: não precisamos preencher todos os espaços. A vida não é um quebra-cabeça onde cada peça deve encaixar-se perfeitamente. É um mosaico, com partes completas e lacunas, e, ainda assim, algo belo emerge. Vivi, sim. E em meio a acertos e erros, o que importa é que segui adiante.
Não espero nada. Porque a beleza de viver está em abraçar a incerteza, deixar que o tempo mostre seu significado de maneira única para cada um de nós. Apenas vou vivendo, aceitando que o presente é o que temos, e que viver com intenção, independentemente de resultados, é o verdadeiro preenchimento do tempo.
E você? Como tem preenchido o seu tempo?
Autor: Iáres Souzà
