Dia nove, o dia em que a vida veio,
marcando-me ao nascer, em setembro,
um mundo então chamado meu, eu creio,
e de tantos que nem mais lembro.
Pertence-me o que é, mas o que é?
E a quantos já não pertenceu?
A roda gira, volta e segue em pé,
muitos se foram, e outros já sou eu.
Retornam ao mistério os que passaram,
os passos ecoando ao vento em dança,
além da vida, onde sonhos guardaram.
O que será de nós, além da esperança?
Cada dia é um véu que se esgarça,
na breve chama que a vida alcança.
Autor: Iáres Souzà