A vida é um tanto atribulada,
como um rio que se esforça a passar,
e eu, entre os sonhos, sigo enredado,
deixando o tempo a minha alma guiar.
Não posso mudar o curso do caminho,
que o destino, às vezes, é implacável.
Apenas aceito o peso e o espinho,
e sigo em frente, mesmo que assustador.
Que as coisas fluam, como o vento leve,
e que, na dor, eu encontre minha paz.
O tempo tudo cura e tudo atreve.
E quando o sol na sombra se desfaz,
que eu viva pleno, sem temer o fim,
pois no viver há eternidade em mim.
Autor: Iáres Souzà